31/07/2019

Café - Estimativa de produção de 50 milhões de sacas não será concretizada.

A estimativa prevista da Conab promovia um cenário da produção de 50,92 milhões de sacas de 60 kg de café, mas, atualmente avalia-se que este número será de apenas 48 milhões até o final do ano.

A colheita do café robusta no maior produtor deste tipo no Brasil, o Espírito Santo está a todo vapor, e em caminhada para sua finalização, mas, em outra região do país a colheita não de mostra como a previsão concedida no início do ano, uma preocupação no sul e cerrado mineiro, que se encontra com quebra de 20% na produção. 


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), informou no início do ano que o Brasil iria produzir em média 53,9 milhões de sacas de 60 kg de café em 2019, em contraponto da safra 2018 que foi de 60 milhões, a baixa de produção já era esperada pelo cafeicultor em questão da bienalidade do cafezal, mas, não era esperado tal margem de diminuição totalizando a previsão de apenas 48 milhões até o final do ano. 


O Sul de MG e o Cerrado Mineiro que representam a principal região cafeeira do Brasil declarou a sua preocupação em relação a colheita ainda em execução, pela diferença de números estimados aos reais, o presidente do Sindicato dos Produtores de Guaxapé, Mário Guilherme Ribeiro do Valle, frisa: "a quebra é maior do que se previa".
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"Conforme a colheita vai se encerrando estamos percebendo que há menos grãos, fora os que estão no chão. A quebra pode chegar a 20% em relação ao que a Conab disse que colhemos em 2018 (60 milhões de sacas). Agora em 2019 vamos chegar quando muito a 47 milhões de sacas. Esse número é consenso no mercado", frisou. Nota-se também que a qualidade dos grãos também se mostrou comprometida, pois há muito café de varreção. 

Os motivos de tais resultados podem ser qualificados no comportamento atípico do clima na região, com o excesso de chuvas entre novembro e dezembro, e logo após um veranico entre janeiro e fevereiro, com altas temperaturas e grande índice de escaldadura de folhas e frutos. Já em março as temperaturas noturnas ficaram muito acima da média, mas o maior fator foram as geadas no mês de julho, que ocasionaram na abertura de uma pequena florada fora de época, cujos grãos dessa "floradinha" deverão cair antes da próxima colheita ocasionando distúrbios nas plantas.

"Ainda não sabemos o efeito do frio nas gemas que vão produzir as novas floradas para a safra 20/21", diz Mário Guilherme, "O que sabemos é que essas gemas deveriam evoluir para uma gema floral (gerando um botão que se transformaria em flor, e, na sequência, um fruto), ou se diferenciar, e a gema transformar-se em folha. Mas por causa do frio intenso a gema pode acabar morrendo. O que sabemos, por enquanto, é que a anomalia climática pode provocar uma maior desfolha. Temos de aguardar o tempo da planta". Desta forma será necessário aguarda o potencial produtivo para a próxima safra, pois todas as mudanças de clima ainda irão incidir nelas. 





Fonte de dados: Notícias Agrícolas 

por Thais Martins