22/08/2019

Cooxupé declara o recebimento de 500 mil sacas a menos que o esperado.

Cooperativa de café de Minas Gerais é uma das maiores empresas do Brasil. Somente a produção de café arábica representa 14,48% da produção nacional e 20,64% da estadual.


Que o Brasil é o maior produtor e exportador global da commodity, já se conhece, produzimos 51 milhões de sacas, um volume que corresponde a 33% da safra mundial concebida pela OIC – Organização Internacional do café.

Mas, o cenário do grão em 2019 não se encontra nos melhores resultados, a maior cooperativa de café em nível mundial, a Cooxupé, publicou seus números de sacas recebidas nesta semana, Carlos Augusto Rodrigues, presidente da instituição relatou: “Receberemos este ano cerca de 500 mil sacas de 60 kg a menos do que o inicialmente esperado, devido a uma safra menor e com qualidade inferior ao projetado anteriormente”.

Este anúncio apenas concretizou a preocupação que já se demostrava no mercado, tais números são a atualização do dia 20 de agosto, e foram anunciados no Sul de Minas Gerais, em um fórum com especialistas do setor, na cidade de Guaxupé.
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A previsão no início do ano era de 5,8 milhões de sacas de 60 kg, o que não parece possível de concretizar nos novos parâmetros, o principal vilão apontado por cafeicultores do país, foi a mudança drástica de condições climáticas que acontecem em junho e julho “Entendemos que, se a cooperativa não vai receber (o que ela projetava) é porque tem queda (na produção), ficou muito claro neste dia de debates sobre o clima, os palestrantes foram muito enfáticos sobre o problema climático”, declarou. A Cooxupé declarou que no ano passado totalizando mais de 5 milhões de cooperados, bateu um volume recorde de 6,45 milhões de sacas, 2018 se evidenciou como um ano de safra em alto ciclo produtivo, em questão da antecipação climática que ocorreu de forma linear ao esperado, e da previsão de melhoria por ser o ano de bienalidade mais produtivo.

O foco no momento para os cafeicultores e realizar a melhor comercialização de sua produção, e se atentar a safra futura, prever riscos climáticos e planejar para que a próxima colheita seja mais produtiva que a atual. 

por Thais Martins